'Revolução Científica' é um termo cunhado pelo historiador da Ciência Alexandre Koyré em 1939 para designar o período do século 16 ao 18 na Europa em que as idéias científicas e filosóficas medievais que constituíam a chamada Filosofia Natural deram lugar aos fundamentos da Física, Química, Biologia, Astronomia, Medicina e Matemática como as conhecemos hoje, como veremos abaixo.
Considera-se que ela foi deflagrada pela publicação, em 1543, de dois trabalhos revolucionários:
Principais mudanças da Revolução Científica:
A Revolução Científica marca, na Europa, a cisão entre:
Marca, também, uma separação sujeito e o Universo. O sujeito, agora, se torna um observador externo ao Universo, o qual analisa como um objeto de estudo, uma máquina. Para tal, como vimos na aula As Contribuições de Galileu e Newton, contribuiu fortemente a introdução da perspectiva.
O termo 'Revolução científica' é contestado por vários historiadores.
Os continuístas defendem que não houve uma ruptura radical, mas um desenvolvimento gradual e contínuo das Ciências desde a Idade Média, embora num ritmo diferente, desde o chamado Renascimento do século XII e a chamada Revolução Científica Islâmica, do século VIII ao XII.
Outra visão é de que aquelas principais mudanças da 'Revolução Centífica' tem raízes em influências multiculturais dentro da Europa e decorreram de 'migrações culturais' e que, de acordo com Bala (2006), sua ignorância deriva de um Eurocentrismo.
Assim, por exemplo:
Apesar de tudo o que foi visto acima, os personagens abaixo são considerados os 'artífices' da Revolução Científica Européia.
O progresso da burguesia precisava de uma ciência progressista. Apesar disso, as Universidades mantinham seu currículo medieval, opondo-se ativamente ao desenvolvimento científico e mantendo as ciências como servas humildes da Teologia.
A ética protestante, que valorizava o trabalho e a exploração da Natureza, incentivou a investigação científica dessa mesma Natureza.
Como vimos na aula História da Epistemologia, Descartes
separou o espírito da
matéria e
afirmou que todos os seres eram máquinas. Ao introduzir a Análise, como
método filosófico, provocou a
fragmentação do conhecimento, antes agregado sob
a denominação geral Filosofia Natural, em
disciplinas, tais como Física, Química,
Matemática, Biologia, Medicina, Astronomia, etc.Gassendi imaginou o Universo como composto de átomos, presididos por um Criador onipotente.
Francis Bacon rejeitou o Aristotelismo e o Escolasticismo, pregando uma Ciência inspirada pela Religião mas confirmada pela verificação experimental.
Giordano Bruno, influenciado pelo Hermetismo, defensor do Humanismo, pregava o Heliocentrismo e que o Universo era infinito, contendo uma infinidade de estrelas e planetas, nos quais, existiria vida inteligente.
Veja também esta página:
Voltar à Parte Anterior
Voltar a Minhas Aulas.
Voltar ao começo desta página
Voltar à página principal de Física Interessante
Link para esta página: